Quero agitar essa bagaça. Há dias que não queremos falar nada, há dias que apenas precisamos ouvir! Pra começar bem essa semana, mesmo com esse frio desagradável, o jeito é acatar a mais bela e melhor das melhores canções...
As vezes penso que meu blog está às traças, mas não é o que parece. O maior problema é que raramente tiro folga dos meus 30 empregos - mas felizmente encontrei no Twitter, um blog.
Já aqui, continuará sendo um lugar reservado pra contar tudo sem pressa. Não significa que estarei reservando tudo do bom e do melhor, eu não sou bom em fazer nada muito importante.
Dário Bechara, 38... (the second attempt is our main target)
Saí pela transversal e peguei a Dr. Castelo Branco à direita. Pelo clima, nem parecia a "Duzzi": asfalto, movimento tímido, muitos carros estacionados e silêncio daqueles de cidades abandonadas.
Nada como há 12 anos. Com as casas de muros baixos, com gente indo e vindo em qualquer rua, com crianças brincando nas esquinas e carros apenas nas garagens, sinais, creio, dos anos 80. A Vila Duzzi é o bairro que melhor conheci na minha vida, e ali, quando voltei depois de pouco mais de uma década, me senti um estranho e sem passado. Afinal, não faz tanto tempo, esse intervalo passou como um espirro na minha história.
Lembro das calçadas, algumas ainda iguais, apesar da "dimensão" menor - pois quando desci do carro, caminhei e percebi o quão pequenas eram minhas passadas. Resolvi andar por mais tempo e se antes conhecia qualquer centímetro daqueles paralelepípedos, agora já não conseguia identificar onde exatamente estava. Passei em frente a Horta do Português, o Bar do Casquinha, a Oficina do Alberto, fui até o Mac (até hoje não sei porque aquele segundo quarteirão se chamava assim), o Príncipe Humberto, o Mercadinho Horita do Horita e a padaria Boa Viagem, voltei e testemunhei que onde o Klebicha morava se transformou de 8 em 80. Sem contar a fábrica de móveis. Só que a principal ação foi ficar olhando pra casa onde morei... senti que o tempo parou e que ao mesmo tempo passara uma eternidade - tudo aquilo mudou, como minha vida mudou.
Não tinha a mesma cor, não tinha o mesmo portão, não tinha a mesma antena, nem mesma garagem e tampouco o mesmo jardim. O degrau onde me esfolava, agora já é pequeno para meu pé. As minhas primeiras experiências andando de bicicleta, descendo rente ao muro da casa da Vó da Bi (agora lá já é um prédio sem o mesmo charme), onde na noite anterior, num Natal, estava chorando porque não havia como encher o pneu... ah como ficava pedalando o dia inteiro! Se eu subisse, em direção à Ângelo Dusi, certamente iria pra Rua do Cruzeiro, só para pular as lombadas.
Tudo que eu precisava, agora, era achar aquela mesma calçada estreita, subir nos pés de pêssego e ficar conversando, ou me pendurando. Adorava subir em árvores. Andar até o Vladimir Herzog ou antes dar um perdido naquelas ruas sem saída só pra beijar umas menininhas...
Caixinha de som? (da-lhe DT, a reinvenção da música!)
Como se não fosse suficiente os atuais compromissos, ainda arrumei mais um! Só que esse é pratico, uma "ferramenta" moderna e no momento está mais compatível com minha rotina. É rápido e por enquanto acho que vou gostar...
Mesmo assim não vou deixar de registrar minhas palavras aqui. Inclusive, em breve volto a rabiscar algumas coisas que tenho pra compartilhar - estou muy bien de férias, apesar de ainda continuar estudando como um louco! Hasta.
É inacreditável, e é assim que aprendemos a viver. (TNT!)
O futebol tem o poder de aprisionar o tempo. Só um jogo de futebol, e somente ele, nos dá a noção quase imediata do que é passado, presente e futuro. Porque o passado a gente costuma esquecer, o presente nunca parece o suficiente, o futuro é algo tão distante e incerto que quando ele chega, a gente não percebe.
No futebol, não. Quando começa um jogo, aqueles minutos em que você ficou na arquibancada esperando começar passam imediatamente a fazer parte do passado, e você sabe disso. A bola na trave é passado, e você sabe disso no chute seguinte, aquele que o goleiro pegou. Esse é o presente, o goleiro pegou. E será passado de novo no próximo gol perdido, no impedimento mal marcado, na falta que não foi.
O jogo está zero a zero, e você sabe que dali a uma hora, 30 minutos, 15, o futuro terá chegado, e não será zero a zero, talvez até seja, mas você saberá que ele, o futuro, chegou, e não é um futuro distante, longínquo e imprevisível, não haverá incerteza alguma quando o juiz apitar, num jogo de futebol o futuro tem hora para chegar, e você pode, então, abraçar todas as dimensões do tempo que são incompreensíveis fora de um estádio.
Futebol não tem outra importância que não seja essa, a chance de viver uma alegria instantânea que dali a alguns minutos pode ser a maior das tristezas, esse jogo de passado-presente-futuro que se resolve em 90 minutos, com um intervalo para respirar.
Ontem fui o pior dos miseráveis naquele passado-presente e o mais feliz dos seres humanos quando tudo acabou e o futuro chegou. É só um campeonato, uma bola e um gramado, mas na hora em que vi aquele gol, vivi o presente, e a graça está aí: sorrindo, sofrendo e depois esquecendo.
Porque a gente sempre esquece, daqui a pouco começa outra partida e tudo fica para trás. Não é meu esporte favorito. Nem o basquete, que reconheço como uma das modalidades que podem proporcionar experiências maravilhosas...
Só que não há nada, mesmo, mais parecido com a vida do que um jogo de futebol...
Só pra constar, consegui encontrar uma frase pra expressar melhor o que escrevi em 23/09/2008 - "De onde viemos?" e que segue me despertando uma neura sem fim. Então, reformulando: Como posso sentir saudades de algo que sequer conheci?
Náo só de surpresas positivas vivemos. Depois da agradável descoberta que o último show dos Beatles foi num 30 de janeiro, o outro lado da moeda me mostrou que nesse ano, no mesmo 30 de janeiro morreu Hans Beck. Ele foi o criador dos bonequinhos Playmobil, brinquedo alegrando a macacada do mundo inteiro há mais de 30 anos (quantos trinta!).
Nunca tive um, nem os Gulliver - mas dos Comandos em Açao GI Joe tive um exército. Lembro que já presenteei alguém com um Playmobil e foi num amigo secreto há muito tempo... pegando carona nos assuntos e sugerindo tornar esse post mais animado, fantasio uma singela homenagem - não sei pra quem daria um Playmobil de presente, mas imagino que escolhendo a figurinha certa, iria alegrá-lo bastante. Talvez o Nando, acho que foi com ele que conheci isso. Ele poderia decorar sua mesa no trabalho com uma daquelas belezinhas!
Ah, ainda existem mais pessoas que gostaria de sortear num amigo secreto e imagino também outros presentes que possivelmente trariam muita felicidade quando abrissem seus pacotes:
Pra Carol Bio, um bisturi - uma boa ferramenta pra ela rasgar qualquer problema. Brincadeira, pra ela um Jato Pop exclusivo só pra sair lá de Itaperuna e chegar rapidinho em casa... pra ver os amigos, a família e eu! Pra Drica Silly Banana, um anel da 25 - apesar que no momento não saiba se ela merece tanto. Tá, uma cesta básica de viagens, pra ela sumir "mega" empolgada. Pro Digo, a presença numa puta peça de teatro - pode até ser na Broadway. Embora já saiba que o que iria gostar mesmo seria aparecer faminto num cartaz publicitário. Pro Nando, umas férias na autêntica Havana - lá ele encontraria inspiração e um fermento extra pra metralhar seus Contos. Pra Maris Franja, um pacote combo com a feira da AVN em Las Vegas e um carnaval de "livre" escolha - livre desde que seja Salvador ou Diamantina. Pra Milhões, um belo emprego pra cuidar de animais selvagens - mas como ela sempre fica viajando, então um bolo de cenoura estará de bom tamanho. Pro Leo Saquinho, um kartódromo - assim ele ficaria treinando pra ser mais rápido e faria menos feio quando fosse tentar me desafiar. Pro Inforsato, um V8 puro sangue - quem sabe com um desses ele consegue forjar o pistão e dar sinal pra ultrapassar um Veyron. Pra Cacá Dantas, um rolê na Apollo XIII - porque além de fazer mais sentido, ela entenderia o quão rara e especial é! Pra Giu Big Head, uma esteira (!) pra fazer umas necessárias "caminhadas". Pro Dissan Garcia, uma temporada pelo leste europeu - serviria de integraçao, antes de irmos à Copa do Mundo na Africa do Sul. Pro David Senegalês, o tão sonhado escritório - próximo de algum clube de squash, onde ele possa jogar isso com o Du após o almoço. Pra Rach minha tigresa e a Ká-zãozão, um consultório insano (?) ou quem sabe algumas outras coisas simples e essenciais como por exemplo, rir e rir sem parar, uma partida de basquete em parceria comigo (com aquela altura...), um abraço longo e dos mais gostosos. E pras irmãs "Árvores da Cerveja", nada mais justo que um Pet Shop - desde que se chame Berimbau...
Façam suas listas também. Para mim, não se preocupem com presentes. Só que se eu puder indicar algo, tratando-se de miniaturas até poderia ser esse autorama abaixo. Apaixonante!
Se não puder, me despachem pra Holanda que lá eu me viro...
(Com os ventos que por lá sopram, pode-se dizer que será igualmente apaixonante)
Um mate com leite na São João, um pernil ou um filé com catupiri de madrugada, a mortadela no Mercadão, um chopps e dois pastel, um picolé na calçada, um joguinho no Pacaembu, acompanhar a São Silvestre, um GP em Interlagos, folhear os livros na Fnac, ou na Cultura, ou na Saraiva, entrar num sebo na Sé, pechinchar com o camelô, pedir um café com leite na padoca 24h.
Olhar tudo e todos do topo do Edifício Itália, paquerar a Oca, o MAM, o Planetário, o prédio da Bienal, respirar o ar do Ibirapuera, ouvir os bem-te-vis, caminhar no parque, comprar pipoca e ir ao cinema, se deslumbrar com o Teatro Municipal, atravessar a Paulista de ponta a ponta, entrar no metrô, comprar bugigangas na 25.
Xingar o trânsito, o motoboy, o taxista, o motorista de ônibus, e perdoar tudo um segundo depois, comprar um chiclete no farol, sentar nos bancos de concreto do Masp, pegar o jornal na rua de manhã, buscar o pão, caminhar na garoa, fechar o vidro e ligar o rádio, lembrar do Mappin, cruzar o viaduto do Chá, descer a rua Augusta, almoçar no rodízio, visitar o Salão do Automóvel, ir ao zoológico e ao jardim botânico ou ao museu do Ipiranga, acabar a noite no bar da esquina, pegar a Imigrantes, voltar pela Anchieta ouvindo o Silvério e o Milton.
Virar a noite na internet, sair de casa antes de o sol nascer, andar de bicicleta na USP, achar uma casa da esfiha ao lado da Pajé, tomar o trem das onze, sair para jantar, transar, beber... a vida que pulsa como em lugar nenhum. Deitar, dormir, acordar, trabalhar, rir, chorar, o cinza, a cor, a chuva, a enchente, a Marginal, os marginais, o túnel, a ponte.
Assim se vive em São Paulo, assim se fala de São Paulo. É muito pouco, não basta.
When I was a young boy My mama said to me There's only one girl in the world for you And she probably lives in Tahiti
I'd go the whole wide world I'd go the whole wide world Just to find her
Or maybe she's in the Bahamas Where the Carribean sea is blue Weeping in a tropical moonlit night Because nobody's told her 'bout you
I'd go the whole wide world I'd go the whole wide world Just to find her I'd go the whole wide world I'd go the whole wide world Find out where they hide her
Why am I hanging around in the rain out here Trying to pick up a girl Why are my eyes filling up with these lonely tears When there're girls all over the world
Is she lying on a tropical beach somewhere Underneath the tropical sun Pining away in a heatwave there Hoping that I won't be long
I should be lying on that sun-soaked beach with her Caressing her warm brown skin And then in a year or maybe not quite We'll be sharing the same next of kin
I'd go the whole wide world I'd go the whole wide world Just to find her I'd go the whole wide world I'd go the whole wide world Find out where they hide her
Gentleman, start your engines... (o mesmo ideograma)
Bem, só estamos em fevereiro... e Cuba já comemorou os 50 anos de sua revolução, São Paulo já comemorou anos (quantos?) junto com meu irmão (este, fez 29) e inclusive até eu já comemorei anos (e descobri que na mesma data, há 40 anos atrás, foi a última aparição pública da maior banda de todos os tempos. Em 30 de janeiro de 1969 que os Beatles subiram ao telhado da Apple em Londres para seu derradeiro concerto). Também já tomei benzetacil, já fiquei totalmente queimado pelo sol, já brindei sem limites na formatura do meu queridíssimo amigo Guedão, além de já ter comemorado despedidas e outras cerimônias de primos e amigos - todas espalhadas, infestando nosso primeiro mês do ano.
Considerando isso, então já não sei se é de bom tom desejar feliz 2009 a todos, né? Não? Mas acredito que posso fazer, sim. Apesar de que alguns poderão reclamar que a tal data adequada foi há um mês atrás, podemos encarar tudo de maneira diferente - ou imaginar apenas o significado de uma noite em que a Terra passou pela mesma posição em que estava 365 dias antes. Celebremos a vida da maneira que quisermos! Afinal, penso naquela apenas como uma data consumista, talvez um pouco mais que isso... porque as pessoas se reúnem, prometem que serão melhores, reencontram amigos e familiares, fazem as pazes, comem, bebem e riem, tudo isso é verdade, claro, e muito disso é igualmente uma grande mentira, mas eu já desisti há tempos de me comover com isso, gosto apenas de ver o brilho nos olhinhos das crianças que ganham alguma coisa, e ao mesmo tempo me sinto um trapo por saber que outras tantas crianças, que não verei, não terão brilho algum em seus olhinhos, e merecem como qualquer outra, e por isso, mais do que me alegrar, me deprime um pouco (sem contar o desperdício da ceia, enquanto outros passam fome), e ainda bem que é apenas uma vez por ano, um único dia, que passa rápido.
Nada disso, porém, me impede de desejar a todos que este dia seja um bom dia. É o que este blog espera deste e de todos os dias, com a maior sinceridade do mundo.
Independente de tudo, começando hoje ou não, 2009 será de tirar o fôlego. O importante é ter atitude, para fazer as coisas melhores a cada dia, proferir o bem e continuar aprendendo. Fazer algo bem vale tanto a pena que morrer tentando fazer ainda melhor não pode ser loucura. A vida é medida por feitos e não por anos (Bruce McLaren).
Nunca vi nada parecido (já garanti minha groselha e meu algodão doce)
A sensação, a gente vive com grande intensidade e uma corrida quando termina, quase sempre deixa recordações fortes. Só que foi tudo “thriller” demais.
As daquele domingo ficarão para sempre, porque nunca um título foi decidido dessa forma — e se foi eu não vi, o que dá na mesma. Quem esteve no autódromo, trabalhando ou assistindo, saiu com a certeza de que ali aconteceu algo histórico para um esporte que desperta paixões e emoções que nem sempre eu consigo descrever ou traduzir.
A última volta da corrida a gente não vê nem nas histórias de Michel Vaillant (acho melhor que Speed Racer), é difícil de acreditar, mas ela aconteceu de verdade - e o que eu vivo, dentro de meu mundinho minúsculo, na minha velocidade desprezível, na minha desimportância desconcertante, todos os outros viveram também.
Interlagos é um lugar especial, que resiste ao tempo, que traz em cada centímetro de seus barrancos milhões de memórias, muitas delas, talvez, de corridas como a do último dia 2, mas que se perderam no tempo, que nunca foram registradas por câmera alguma, exceto aquela que cada piloto que correu aqui carrega dentro de seu capacete solitário.
Gosto muito de corridas. É isso que percebo cada vez que termina um GP do Brasil, ou cada vez que termina um GP em qualquer canto do mundo. Já vi bastante coisa. Mas depois da última, eu fui tomar um copo d'água...
(Ontem o relógio marcava 8:38 e 22°C quando saí pra caminhar, tendo apenas o silêncio do asfalto a acompanhar meus passos, para, como dizia Steve McQueen, esperar o próximo, porque a vida nada mais é do que isso, “when you’re racing, it’s life, anything that happens before or after is just waiting.”)
Reproduzo a mensagem que recebi de uma pessoa especial - pode ser útil à alguem:
O Paradoxo do Nosso Tempo
Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do grande homem de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas". Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas amar tudo que você tem! Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.
Somos todos crianças, somos? A diferença entre um homem e uma criança é só o brinquedo. Conforme você cresce, tem mais coisas para pensar... mais coisas para se preocupar, e perde um pouco a alegria da vida. É importante, se tiver a chance e o lugar, voltar a ser criança... para reciclar a mente, desacelerar um pouco e aproveitar a vida - como as crianças fazem: elas aproveitam!
Elas não pensam no amanhã, nem no ano que vem, ou mês que vem... pensam no agora. Elas vêem um jogo e querem jogar já! Não interessa daqui a uma hora, não pensam uma hora à frente! E assim aproveitam a vida, em todo seu potencial.
Incrível. E ainda sequer ouviram "carpe diem" ou algo parecido. Elas, que teoricamente não sabem o que é viver, são as que nos demonstram o que é bom, o que deve ser feito, sem malícia... que estão o tempo todo nos ensinando, mas que insistimos em não aprender.
É normal nos identificarmos com algo. Temos nossos prazeres e desprazeres nessa vida, sempre justificáveis, mas quando não temos, fica aquela resposta "eu sei, mas não sei explicar!" que pode ser incômoda. Esses casos acontecem principalmente quando é algo que nos agrada mas que não experimentamos - e que geralmente dizem (os Espiritas) ser apenas um significado do que fomos nalguma vida passada.
Para os mais "normais", quando resta aquela sensação de pensar que só por não encontrar uma ligação com o que desperta esse sentimento, afirma que é a Intuição, o motivo principal. No momento tenho minhas dúvidas se alguém está entendendo o que escrevo aqui, então vou resumir:
Acham que fui filho de um fazendeiro em Kilmany e/ou que toquei guitarra num baile de escola em Hill Valley dia 12 de novembro de 1955?
Muitos de meus amigos vieram das nuvens, Com o sol e a chuva como bagagem. Fizeram a estação da amizade sincera, A mais bela das quatro estações da terra.
Têm a doçura das mais belas paisagens, E a fidelidade dos pássaros migradores. E em seu coração está gravada uma ternura infinita, Mas, as vezes, uma tristeza aparece em seus olhos.
Então, vêm se aquecer comigo, e você também virá.
Poderá retornar às nuvens, E sorrir de novo a outros rostos, Distribuir à sua volta um pouco da sua ternura, Quando alguem quiser esconder sua tristeza.
Como não sabemos o que a vida nos dá, Talvez eu não seja mais ninguém. Se me resta um amigo que realmente me compreenda, Me esquecerei das lágrimas e penas.
Então, talvez eu vá até você aquecer Meu coração com sua chama.