Dário Bechara, 38... (the second attempt is our main target)
Saí pela transversal e peguei a Dr. Castelo Branco à direita. Pelo clima, nem parecia a "Duzzi": asfalto, movimento tímido, muitos carros estacionados e silêncio daqueles de cidades abandonadas. Nada como há 12 anos. Com as casas de muros baixos, com gente indo e vindo em qualquer rua, com crianças brincando nas esquinas e carros apenas nas garagens, sinais, creio, dos anos 80. A Vila Duzzi é o bairro que melhor conheci na minha vida, e ali, quando voltei depois de pouco mais de uma década, me senti um estranho e sem passado. Afinal, não faz tanto tempo, esse intervalo passou como um espirro na minha história. Lembro das calçadas, algumas ainda iguais, apesar da "dimensão" menor - pois quando desci do carro, caminhei e percebi o quão pequenas eram minhas passadas. Resolvi andar por mais tempo e se antes conhecia qualquer centímetro daqueles paralelepípedos, agora já não conseguia identificar onde exatamente estava. Passei em frente a Horta do Português, o Bar do Casquinha, a Oficina do Alberto, fui até o Mac (até hoje não sei porque aquele segundo quarteirão se chamava assim), o Príncipe Humberto, o Mercadinho Horita do Horita e a padaria Boa Viagem, voltei e testemunhei que onde o Klebicha morava se transformou de 8 em 80. Sem contar a fábrica de móveis. Só que a principal ação foi ficar olhando pra casa onde morei... senti que o tempo parou e que ao mesmo tempo passara uma eternidade - tudo aquilo mudou, como minha vida mudou. Não tinha a mesma cor, não tinha o mesmo portão, não tinha a mesma antena, nem mesma garagem e tampouco o mesmo jardim. O degrau onde me esfolava, agora já é pequeno para meu pé. As minhas primeiras experiências andando de bicicleta, descendo rente ao muro da casa da Vó da Bi (agora lá já é um prédio sem o mesmo charme), onde na noite anterior, num Natal, estava chorando porque não havia como encher o pneu... ah como ficava pedalando o dia inteiro! Se eu subisse, em direção à Ângelo Dusi, certamente iria pra Rua do Cruzeiro, só para pular as lombadas. Tudo que eu precisava, agora, era achar aquela mesma calçada estreita, subir nos pés de pêssego e ficar conversando, ou me pendurando. Adorava subir em árvores. Andar até o Vladimir Herzog ou antes dar um perdido naquelas ruas sem saída só pra beijar umas menininhas...
Escrito por Prete às 23h06
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Caixinha de som? (da-lhe DT, a reinvenção da música!)
Como se não fosse suficiente os atuais compromissos, ainda arrumei mais um! Só que esse é pratico, uma "ferramenta" moderna e no momento está mais compatível com minha rotina. É rápido e por enquanto acho que vou gostar... Mesmo assim não vou deixar de registrar minhas palavras aqui. Inclusive, em breve volto a rabiscar algumas coisas que tenho pra compartilhar - estou muy bien de férias, apesar de ainda continuar estudando como um louco! Hasta.
Escrito por Prete às 22h22
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