Amigos sem segredos. (com mapa na mão, é amanhã!)
Náo só de surpresas positivas vivemos. Depois da agradável descoberta que o último show dos Beatles foi num 30 de janeiro, o outro lado da moeda me mostrou que nesse ano, no mesmo 30 de janeiro morreu Hans Beck. Ele foi o criador dos bonequinhos Playmobil, brinquedo alegrando a macacada do mundo inteiro há mais de 30 anos (quantos trinta!). Nunca tive um, nem os Gulliver - mas dos Comandos em Açao GI Joe tive um exército. Lembro que já presenteei alguém com um Playmobil e foi num amigo secreto há muito tempo... pegando carona nos assuntos e sugerindo tornar esse post mais animado, fantasio uma singela homenagem - não sei pra quem daria um Playmobil de presente, mas imagino que escolhendo a figurinha certa, iria alegrá-lo bastante. Talvez o Nando, acho que foi com ele que conheci isso. Ele poderia decorar sua mesa no trabalho com uma daquelas belezinhas! Ah, ainda existem mais pessoas que gostaria de sortear num amigo secreto e imagino também outros presentes que possivelmente trariam muita felicidade quando abrissem seus pacotes: Pra Carol Bio, um bisturi - uma boa ferramenta pra ela rasgar qualquer problema. Brincadeira, pra ela um Jato Pop exclusivo só pra sair lá de Itaperuna e chegar rapidinho em casa... pra ver os amigos, a família e eu! Pra Drica Silly Banana, um anel da 25 - apesar que no momento não saiba se ela merece tanto. Tá, uma cesta básica de viagens, pra ela sumir "mega" empolgada. Pro Digo, a presença numa puta peça de teatro - pode até ser na Broadway. Embora já saiba que o que iria gostar mesmo seria aparecer faminto num cartaz publicitário. Pro Nando, umas férias na autêntica Havana - lá ele encontraria inspiração e um fermento extra pra metralhar seus Contos. Pra Maris Franja, um pacote combo com a feira da AVN em Las Vegas e um carnaval de "livre" escolha - livre desde que seja Salvador ou Diamantina. Pra Milhões, um belo emprego pra cuidar de animais selvagens - mas como ela sempre fica viajando, então um bolo de cenoura estará de bom tamanho. Pro Leo Saquinho, um kartódromo - assim ele ficaria treinando pra ser mais rápido e faria menos feio quando fosse tentar me desafiar. Pro Inforsato, um V8 puro sangue - quem sabe com um desses ele consegue forjar o pistão e dar sinal pra ultrapassar um Veyron. Pra Cacá Dantas, um rolê na Apollo XIII - porque além de fazer mais sentido, ela entenderia o quão rara e especial é! Pra Giu Big Head, uma esteira (!) pra fazer umas necessárias "caminhadas". Pro Dissan Garcia, uma temporada pelo leste europeu - serviria de integraçao, antes de irmos à Copa do Mundo na Africa do Sul. Pro David Senegalês, o tão sonhado escritório - próximo de algum clube de squash, onde ele possa jogar isso com o Du após o almoço. Pra Rach minha tigresa e a Ká-zãozão, um consultório insano (?) ou quem sabe algumas outras coisas simples e essenciais como por exemplo, rir e rir sem parar, uma partida de basquete em parceria comigo (com aquela altura...), um abraço longo e dos mais gostosos. E pras irmãs "Árvores da Cerveja", nada mais justo que um Pet Shop - desde que se chame Berimbau... Façam suas listas também. Para mim, não se preocupem com presentes. Só que se eu puder indicar algo, tratando-se de miniaturas até poderia ser esse autorama abaixo. Apaixonante! 
Se não puder, me despachem pra Holanda que lá eu me viro... 
(Com os ventos que por lá sopram, pode-se dizer que será igualmente apaixonante)
Escrito por Prete às 14h10
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Tudo. E nada... (itinerário sem fim)
Um mate com leite na São João, um pernil ou um filé com catupiri de madrugada, a mortadela no Mercadão, um chopps e dois pastel, um picolé na calçada, um joguinho no Pacaembu, acompanhar a São Silvestre, um GP em Interlagos, folhear os livros na Fnac, ou na Cultura, ou na Saraiva, entrar num sebo na Sé, pechinchar com o camelô, pedir um café com leite na padoca 24h. Olhar tudo e todos do topo do Edifício Itália, paquerar a Oca, o MAM, o Planetário, o prédio da Bienal, respirar o ar do Ibirapuera, ouvir os bem-te-vis, caminhar no parque, comprar pipoca e ir ao cinema, se deslumbrar com o Teatro Municipal, atravessar a Paulista de ponta a ponta, entrar no metrô, comprar bugigangas na 25. 
Xingar o trânsito, o motoboy, o taxista, o motorista de ônibus, e perdoar tudo um segundo depois, comprar um chiclete no farol, sentar nos bancos de concreto do Masp, pegar o jornal na rua de manhã, buscar o pão, caminhar na garoa, fechar o vidro e ligar o rádio, lembrar do Mappin, cruzar o viaduto do Chá, descer a rua Augusta, almoçar no rodízio, visitar o Salão do Automóvel, ir ao zoológico e ao jardim botânico ou ao museu do Ipiranga, acabar a noite no bar da esquina, pegar a Imigrantes, voltar pela Anchieta ouvindo o Silvério e o Milton. Virar a noite na internet, sair de casa antes de o sol nascer, andar de bicicleta na USP, achar uma casa da esfiha ao lado da Pajé, tomar o trem das onze, sair para jantar, transar, beber... a vida que pulsa como em lugar nenhum. Deitar, dormir, acordar, trabalhar, rir, chorar, o cinza, a cor, a chuva, a enchente, a Marginal, os marginais, o túnel, a ponte. Assim se vive em São Paulo, assim se fala de São Paulo. É muito pouco, não basta.
Escrito por Prete às 13h49
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